Casa Sabiá

Dicas e divagações, toques e considerações sobre música, cinema, literatura, entretenimento, gastronomia, comportamento ou qualquer coisa que se aproxime disso...

Casa Sabiá

Dicas e divagações, toques e considerações sobre música, cinema, literatura, entretenimento, gastronomia, comportamento ou qualquer coisa que se aproxime disso...
<  Fevereiro 2009  >
S T Q Q S S D
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28  
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

01.11.08

Penélope Cruz brilha em Vicky Christina Barcelona

Penélope Cruz é a melhor coisa que há no filme Vicky Christina Barcelona, de Woody Allen, que abriu o FIC Brasília 2008 na quarta-feira, 29. O filme, à primeira vistam, parece uma comédia romântica tirvial, uma obra menor na filmografia do cineasta, mas na verdade traz um roteiro bem construído sobre triangulações (o que já é sugerido no título, que relaciona os nomes das duas personagens e o da cidade), amorosas ou não. E tem os bons diálogos e as tiradas bem-humoradas típicos de Woody Allen. Penélope aparece como uma mulher intensa, enlouquecida, apaixonada, capaz de fazer barbaridades por amor. Scarllet Johansson e Javier Bardem também estão no elenco.

Marisa Monte na intimidade, até certo ponto

Marisa Monte lavando roupa na banheira do hotel, dormindo no ônibus entre Brasília e Goiânia, saindo do banheiro de um posto de gasolina de beira de estrada… Cenas assim podem sugerir que a cantora, sempre avessa à exposição de sua vida pessoal na mídia, tenha mudado de idéia. Mas não é o caso. O que se vê no DVD Infinito ao meu redor, que ela acaba de lançar, é a intimidade de uma popstar  – a rotina de viagens, entrevistas para a imprensa, contato com os fãs, ensaios… –, o que a própria Marisa, como narradora, trata de ressaltar. Não fala em primeira pessoa, procura sempre generalizar. Como tudo que MM produz,  o documentário tem acabamento impecável, belas imagens, edição precisa e deve encantar os fãs por conta dos muitos detalhes de backstage. Mas, no geral, soa como um vídeo promocional, com tudo muito certinho, asséptico e mostrado em um tom didático que chega a ser cansativo. Afinal, mesmo que a intenção seja contar a um público leigo como funciona a máquina do show biz, a narrativa em frases curtas e monocórdias tem certo exagero. No fim, fica mesmo é a vontade de ver um DVD com o show Infinito particular na íntegra.

Virginia Rodrigues canta o amor em voz e piano

Depois de cinco anos sem gravar, Virginia Rodrigues está de disco novo. Chamou de Recomeço porque é o primeiro que grava fora da Natascha (este é da Biscoito Fino), “com outro conceito, outra sonoridade”, como ela explica. É também o primeiro que grava sem a tutela de Caetano Veloso, espécie de padrinho da cantora e diretor artístico de Sol negro, Nós e Mares profundos. Recomeço é um disco de voz e piano, em que Virginia é acompanhada por Cristóvão Bastos. Delicado como os anteriores, mas menos comprometido com as influências afro-baianas. O repertório é feito de canções de amor, como Todo sentimento, Beatriz, A noite do meu bem e outras menos conhecidas. E Virginia Rodrigues está cantando como nunca. Está mais solta, mais leve, menos solene, avançando com sutileza em seu propósito de quebrar as barreiras entre canto lírico e popular.

07.10.08

Sam Sparro costura colcha de retalhos pop

O disco de estréia de Sam Sparro (que leva o nome dele) chega ao Brasil sem muito alarde. Espécie de prodígio pop, Sparro, 25 anos, gravou o disco de estréia após lançar EP teste pelo selo Modus Vivendi, de Los Angeles, e encantar quem ouviu. De família de músicos, canta desde cedo, mas precisou dar a volta ao mundo até ser descoberto pela indústria fonográfica. Sparro nasceu na Austrália, foi criado em Los Angeles, morou em Londres, Sidney e, por fim, de novo em Los Angeles, foi encontrado pelo produtor Jesse Rog, do Modus Vivendi, durante show no underground da cidade. O disco parece uma coletânea de sucessos, tal a familiaridade que se encontra em músicas como "21st Century life" (influência disco, com baixo à la Chic), "Sick" (a eletrônica do Pet Shop Boys), "Hot mess" (falsete que lembra Prince)… Mas Sparro recicla tudo isso com uma elegância que se torna sua marca registrada. Dono de voz poderosa e versátil, ele se mostra também compositor pop de primeira em faixas como a badala "Waiting for time" ou a ultradançante "Clingwrap".

"Mamma mia!" é uma bobagem, irresistível

As músicas do grupo sueco Abba inspiraram Catherine Johnson e Phyllida Lloydrepeat a criar um dos musicais de maior sucesso do West End londrino, "Mamma mia!", depois levado à Broadway e traduzido em oito idiomas. A mesma dupla é responsável pela transposição do espetáculo para o cinema. O filme está em cartaz. É uma grande bobagem, mas irresistível. A trilha sonora, é claro, tem tudo a ver com esse poder do filme. O CD traz hits como "Dancing queen", "Mamma mia!" e "The winner takes it all" nas vozes do elenco do longa, que inclui Meryl Streep, Julie Walters, Pierce Brosnan e a novata Amanda Seyfried. A produção de Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus, do Abba, garante ao disco a proximidade com os arranjos originais. Mas as novas gravações têm um frescor e uma alegria que fazem a trilha parecer uma grande festa (assim como o filme). Principalmente porque os atores não fingem ser cantores, são atores que cantam, o que resulta em momentos divertidos, como o que reúne Meryl Streep, Julie Walters e Christine Baranski em "Money, money, money".