Casa Sabiá

Dicas e divagações, toques e considerações sobre música, cinema, literatura, entretenimento, gastronomia, comportamento ou qualquer coisa que se aproxime disso...

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Terra Blog

Arquivo de: Abril 2008, 29

29.04.08

122 contos de Yasunari Kawabata


Acaba de ser lançado livro do Yasunari Kawabata, creio que inédito por aqui, "Contos da Palma da Mão". Não li, mas recomendo. Porque ele é autor dos primorosos "Kyoto" e "Mil Tsurus". Um dos mais importantes escritores modernos do Japão, Kawabata tem um estilo muito peculiar, que reflete a delicadeza típica do Japão tradicional e é, ao mesmo tempo, poético e melancólico – muito influenciado por sua trajetória trágica, marcada por perdas familiares. “Contos...” é composto por 122 histórias curtas escritas ao longo da vida do autor — o mais antigo data de 1923 e o mais recente, de 1964 – e foram reunidos pela primeira vez em 1971, um ano antes dele cometer suicídio.

28.04.08

O pop básico de Madonna

Dizem que "a crítica" não gostou do novo CD da Madonna, "Hard Candy". Eu gostei. É, de fato, um disco simples. Desses que ela deve fazer com um pé nas costas. Não há ousadias criativas, mas é impecável. Pop básico no que isso pode ter de melhor. Músicas fáceis, boas de dançar e cantar junto. E tem uma sonoridade estranha para estes tempos em que o corriqueiro é abusar da eletrônica para criar massas sonoras em que não parece haver toque humano. Em "Hard Candy", ouve-se a guitarra, a percussão... Tem uma banda tocando!!  Algumas músicas chegam a soar bem retrô, como "She´s not me", não por acaso uma das melhores.

Antídoto para o tédio

Descobri dia desses um disco do Morcheeba que, na verdade, foi lançado em 2005. É curtinho, tem só dez faixas, mas é simplesmente fantástico. Chama-se "The Antidote" e é o primeiro sem a vocalista Skye Edwards. Curioso é que enquanto, na carreira solo, a Skye fez um disco ("Mind How You Go") que parece muito com o que ela vinha fazendo com o Morcheeba, o grupo tomou outro rumo. Trocou o clima cool por algo mais vigoroso. O disco é luminoso, para cima, parece ter sido gravado numa só tacada. Mantém um excelente fôlego ao longo das dez faixas. Um astral que encontra correspondência perfeita no vocal de Daisy Martey, a nova dona da voz. Ela canta com admirável energia canções que se acomodam confortavelmente ao ouvido à primeira audição. Duvida? Ouça "Everybody Loves a Looser" ou "Ten Men".