Casa Sabiá

Dicas e divagações, toques e considerações sobre música, cinema, literatura, entretenimento, gastronomia, comportamento ou qualquer coisa que se aproxime disso...

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Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2008, 07

07.10.08

Sam Sparro costura colcha de retalhos pop

O disco de estréia de Sam Sparro (que leva o nome dele) chega ao Brasil sem muito alarde. Espécie de prodígio pop, Sparro, 25 anos, gravou o disco de estréia após lançar EP teste pelo selo Modus Vivendi, de Los Angeles, e encantar quem ouviu. De família de músicos, canta desde cedo, mas precisou dar a volta ao mundo até ser descoberto pela indústria fonográfica. Sparro nasceu na Austrália, foi criado em Los Angeles, morou em Londres, Sidney e, por fim, de novo em Los Angeles, foi encontrado pelo produtor Jesse Rog, do Modus Vivendi, durante show no underground da cidade. O disco parece uma coletânea de sucessos, tal a familiaridade que se encontra em músicas como "21st Century life" (influência disco, com baixo à la Chic), "Sick" (a eletrônica do Pet Shop Boys), "Hot mess" (falsete que lembra Prince)… Mas Sparro recicla tudo isso com uma elegância que se torna sua marca registrada. Dono de voz poderosa e versátil, ele se mostra também compositor pop de primeira em faixas como a badala "Waiting for time" ou a ultradançante "Clingwrap".

"Mamma mia!" é uma bobagem, irresistível

As músicas do grupo sueco Abba inspiraram Catherine Johnson e Phyllida Lloydrepeat a criar um dos musicais de maior sucesso do West End londrino, "Mamma mia!", depois levado à Broadway e traduzido em oito idiomas. A mesma dupla é responsável pela transposição do espetáculo para o cinema. O filme está em cartaz. É uma grande bobagem, mas irresistível. A trilha sonora, é claro, tem tudo a ver com esse poder do filme. O CD traz hits como "Dancing queen", "Mamma mia!" e "The winner takes it all" nas vozes do elenco do longa, que inclui Meryl Streep, Julie Walters, Pierce Brosnan e a novata Amanda Seyfried. A produção de Benny Anderson e Bjorn Ulvaeus, do Abba, garante ao disco a proximidade com os arranjos originais. Mas as novas gravações têm um frescor e uma alegria que fazem a trilha parecer uma grande festa (assim como o filme). Principalmente porque os atores não fingem ser cantores, são atores que cantam, o que resulta em momentos divertidos, como o que reúne Meryl Streep, Julie Walters e Christine Baranski em "Money, money, money".