Casa Sabiá

Dicas e divagações, toques e considerações sobre música, cinema, literatura, entretenimento, gastronomia, comportamento ou qualquer coisa que se aproxime disso...

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Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2008, 01

01.11.08

Penélope Cruz brilha em Vicky Christina Barcelona

Penélope Cruz é a melhor coisa que há no filme Vicky Christina Barcelona, de Woody Allen, que abriu o FIC Brasília 2008 na quarta-feira, 29. O filme, à primeira vistam, parece uma comédia romântica tirvial, uma obra menor na filmografia do cineasta, mas na verdade traz um roteiro bem construído sobre triangulações (o que já é sugerido no título, que relaciona os nomes das duas personagens e o da cidade), amorosas ou não. E tem os bons diálogos e as tiradas bem-humoradas típicos de Woody Allen. Penélope aparece como uma mulher intensa, enlouquecida, apaixonada, capaz de fazer barbaridades por amor. Scarllet Johansson e Javier Bardem também estão no elenco.

Marisa Monte na intimidade, até certo ponto

Marisa Monte lavando roupa na banheira do hotel, dormindo no ônibus entre Brasília e Goiânia, saindo do banheiro de um posto de gasolina de beira de estrada… Cenas assim podem sugerir que a cantora, sempre avessa à exposição de sua vida pessoal na mídia, tenha mudado de idéia. Mas não é o caso. O que se vê no DVD Infinito ao meu redor, que ela acaba de lançar, é a intimidade de uma popstar  – a rotina de viagens, entrevistas para a imprensa, contato com os fãs, ensaios… –, o que a própria Marisa, como narradora, trata de ressaltar. Não fala em primeira pessoa, procura sempre generalizar. Como tudo que MM produz,  o documentário tem acabamento impecável, belas imagens, edição precisa e deve encantar os fãs por conta dos muitos detalhes de backstage. Mas, no geral, soa como um vídeo promocional, com tudo muito certinho, asséptico e mostrado em um tom didático que chega a ser cansativo. Afinal, mesmo que a intenção seja contar a um público leigo como funciona a máquina do show biz, a narrativa em frases curtas e monocórdias tem certo exagero. No fim, fica mesmo é a vontade de ver um DVD com o show Infinito particular na íntegra.

Virginia Rodrigues canta o amor em voz e piano

Depois de cinco anos sem gravar, Virginia Rodrigues está de disco novo. Chamou de Recomeço porque é o primeiro que grava fora da Natascha (este é da Biscoito Fino), “com outro conceito, outra sonoridade”, como ela explica. É também o primeiro que grava sem a tutela de Caetano Veloso, espécie de padrinho da cantora e diretor artístico de Sol negro, Nós e Mares profundos. Recomeço é um disco de voz e piano, em que Virginia é acompanhada por Cristóvão Bastos. Delicado como os anteriores, mas menos comprometido com as influências afro-baianas. O repertório é feito de canções de amor, como Todo sentimento, Beatriz, A noite do meu bem e outras menos conhecidas. E Virginia Rodrigues está cantando como nunca. Está mais solta, mais leve, menos solene, avançando com sutileza em seu propósito de quebrar as barreiras entre canto lírico e popular.